RELATÓRIO 12/10 a 18/10

O mercado de criptomoedas passou por uma semana de recuperação estável. No dia 15, o dólar das criptos, Tether (USDT), chegou a uma baixa histórica após notícias de que a empresa responsável por emitir os tokens, Tether Limited, voltou a sofrer acusações de insolvência e falta de transparência no ativo.

A empresa passou por pedidos de auditoria no passado, porém só realizou uma inspeção com um escritório de advocacia, o que abalou a confiança dos investidores. Tal escritório já possuía relações com a Tether, a Bitfinex, exchange parceira e detentora da Tether Limited, e o Noble Bank, seu banco parceiro. A moeda, que originalmente é tida como um investimento seguro frente às oscilações das outras cripto, chegou a valer US$0,93.

Por conta disso, as USDT passaram a ser trocadas por outras criptomoedas, impulsionando o volume de transações a US$ 22 bilhões naquele dia e a valorização da maior parte das moedas.

O Bitcoin, que começou a semana com o valor mínimo de US$6.269,58, chegou a valer US$6.960 naquele dia, ficando pela primeira vez no mês acima da marca de US$6.900. A moeda cresceu 2,94% em relação à semana anterior e entrou em um momento decisivo, com os bulls tentando furar o teto de US$7.000 estabelecido no mês de setembro, mas manteve um valor em torno US$6.500.


Semana 12/10 a 18/10 (Fonte: CoinMarketCap)

Por outro lado, a moeda atingiu o menor índice de volatilidade em 17 meses. O volume de mercado também se mostra baixo, caindo 19,9% na semana. Tais fatores indicam que os investidores estão à espera de novidades para apostar em valores. Isso pode significar uma desvalorização no curto prazo, mas segundo o analista de criptomoedas Danny Les, os “longos períodos de consolidação tendem a ser seguidos de operações grandes. (...) Analisando os gráficos, um aumento no valor mínimo e máximo da moeda normalmente indicam um movimento nos preços para cima”.

Confirmando a análise, o Bitcoin teve saldo positivo no valor de seus contratos futuros de outubro, o que significa que os investidores estão apostando na valorização da moeda e deve atrair uma movimentação nos preços. O contrato firmado pela Cboe apresenta valorização de 3,4%, e o contrato da CME Group subiu 3,6%.

Ao final da semana, as criptos passaram por um movimento de estabilização e o mercado fechou sua capitalização em US$ 208 bilhões, um crescimento de 5%. Algumas alt coins tiveram um desempenho notável: a Stellar (XLM) cresceu 9,97% nos últimos sete dias. Tal crescimento se deu por conta de notícias a favor da moeda: segundo rumores, uma nova plataforma criada pela empresa Fidelity Investments com o objetivo de fazer as criptomoedas mais acessíveis para investidores institucionais usará o blockchain da rede Stellar para realizar suas transações. A moeda também começou a ser listada na exchange Coinsuper e anunciou uma parceria com a exchange Hyperion, notícias que foram bem recebidas pelos investidores.

A moeda Ripple (XRP), que apresentou queda constante em toda a semana passada, agora apresenta um grau de crescimento considerável, de 8%, com o valor US$0,46. A valorização se dá devido a rumores de que o governo americano deve impulsionar a adoção do XRP para se opor à dominância de Bitcoin exercida pela China. Além disso, foi anunciada uma parceria entre a Ripple Labs Inc. e Coil, empresa de pagamento digital.

A Tether mostrou recuperação, voltando à casa dos US$0,98, o que sugere que as notícias do início da semana eram falsas.

Os mercados de moedas tradicionais também apontam tendências para o mercado cripto. O dólar começa a desvalorizar-se ante ao real, chegando a valer R$3,68 na quarta feira. Tal comportamento se dá por conta das pesquisas eleitorais, que apontam uma vitória do candidato Jair Bolsonaro e anima os investidores estrangeiros. Esse cenário pode mudar após a descoberta de esquemas de caixa 2 na campanha do presidenciável no dia 18. No setor externo, a guerra comercial entre China e Estados Unidos têm favorecido o Brasil, devido à preferência pelas importações de commodities brasileiras em detrimento das americanas. Caso o dólar continue a desvalorizar, a tendência é de que os ganhos com BTC sejam menores.

Em contrapartida, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, aprovou um aumento na taxa de juros no país, o que atrai investimentos e pode significar um crescimento do valor do dólar.

A tendência é que o Bitcoin tenha um possível rally nos preços após esse cenário de consolidação caso se confirmem as notícias positivas a respeito de regulamentações. Além disso, investidores que buscam segurança passarão a apostar mais na moeda, aumentando a atratividade do investimento.


OPINIÃO DO CHRISTIAN

O bitcoin ficou estável, mas com a queda do dólar para R$3,70 reforçamos o bom momento de compra. Além disso, a expectativa para o final do ano é sempre de alta nos últimos anos.



Referências:

http://br.advfn.com/jornal/2018/10/semana-tera-corrida-eleitoral-pesquisas-servicos-previa-do-pib-igp-10-ata-do-fomc-e-pib-chines

https://www.livebitcoinnews.com/cryptocurrency-market-goes-wild-while-stablecoin-tether-loses-value/

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¹ A volatilidade mede a variação do valor do ativo ao longo do tempo e aponta a incerteza ou risco de um investimento.

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